segunda-feira, 10 de setembro de 2007

desvario/devaneio.

como é difícil estar aqui. e agora.
e entono um monólogo sôfrego.
e me tomo sem ar, sem vez, sem voz.
e mergulho no que não quero.
e tudo ao redor vai sem mim.
e retorna sem que eu veja.
amorteço sobre a minha existência.
pele sem sensor.
pensamento sem nexo.
eu vou sem.
de querer ser com.
de me jogar pela janela.
sem saber que ela não abre.
e estilhaçar o vidro.
para contemplar cristais caindo.
e ver luzes sobre meu corpo.
que acontecem sem o contato da minha presença.
e me ter esquizofrência. trôpega. e louca.
e cair... sem fim.
e eu estou tentando gostar da minha vida insuportável.
ausência de mim mesma. não estou aqui.
não estou.
aqui.
não.

senti.me(i)nto

e tem esse autor que descobri faz algum tempo, mas nunca havia parado para sentir suas palavras. hoje parei. e senti. e senti...

frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. para que o protejam, para que sintam falta. tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. bali, madagascar, sumatra. escreverá: penso em você. deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar... (verdade interior - caio fernando abreu)

domingo, 15 de julho de 2007

refém de palavras.

escrever me entorta.
escrever me entorpece.
escrever me enerva.
escrever me enobrece.
linhas e mais linhas de algo sem sentido. apenas sentido.
as palavras são meu domínio sobre o mundo.
e escrevo... escrevo... fico do lado de dentro.
saio de mim.. ou será que entro?

by anne (15/07/o7 - 3:28 pm)

terça-feira, 10 de julho de 2007

nada e tudo. e nada é TUDO!


para entender o nada, é preciso entender o que não tem gosto, o que não tem cheiro, o que não tem vida.... é preciso aprender a ficar com o nada, para saber que se está cheia de tudo.

e estou cheia de nada. e de tudo.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

trovador de rimas tortas.

queria saber escrever música bonita.
e dedicar a ela.
e ter inspiração pra saber deixar a canção fluir.
e saber falar bonito
pra meu amor seduzir.
mas sou moço pobre.
sem instrução pra conquistar.
tenho minha cara lavada
e meu corpo limpo,
e uma porção de versos a me ensinar.
fazer um cordel em homenagens
e poder levar ao céu.
num cordel de rima torta.
pros seus olhos cor de mel,
e ser rapaz bonito, de fala certa.
trovador de mil mensagens.
saber daquelas visagens...
e de perceber a mensagem.
e dizer "eu te amo"
mesmo sem rima...
só por dizer.
mas sou moço pobre...
e eu não sei trovar.
nem conquistar.
só dizer:
"eu te amo".

um dia eu aprendo a escrever música bonita e fazer uma trova com rima perfeita.
só pra você.

by anne 10/07
12:06pm.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

eu trago comigo os estragos da noite.


a exatidão me escapa agora.
mas me presenteio com a serenidade calma
com a espera mansa,
com a paciência de mil anos...
estou tranqüila e isso me faz forte.
by anne 2:59 pm