quarta-feira, 23 de maio de 2007

FAKE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


under. fake. cool. fake. nice girl. fake. sweety. fake. bitch. fake. over. over. over. fake.

all fake. all fake. all fake. all fake. all fake. all fake.

terça-feira, 22 de maio de 2007

catarse


sinto falta de humor sarcástico. do meu humor sarcástico. negro do mais puro escuro que se tem.
perdi meu romantismo numa dessas esquinas sujas, de placas rabiscadas e cigarros amassados enfeitando o chão.
sou eu mesma?


tragédia psíquica é sentir dor com a solidão dos outros.
piada. ria.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

hiato criativo.

estou no meu hiato criativo. sem inspirção para nada. só empinando meu disco vaodor. não! você não vai achar aqui uma figura extraterrestre e nenhum disco voador. ainda não fui liberada para entrar na área 51. folha em branco e nada me inspira, isto é hiato criativo. quando nada te inspira. e nada me inspira. e não vou me justificar. e pronto.
sem foto, sem crõnica, sem poesia. apenas, eu. crua.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

perto, bem perto.


" fechou os olhos, vagarosamente foi descansando. quando os abriu recebeu um pequeno choque. e durante longos e profundos segundos soube que aquele trecho de vida era uma mistura do que já vivera com o que ainda viveria, tudo fundido e eterno. estranho, estranho."
[perto do coração selvagem - clarice lispector]

terça-feira, 10 de abril de 2007

nada.


lispector está me enlouquecendo. a cada página comida, tenho uma indigestão literária, e sinto ela percorrer minhas entranhas, viciando meu sangue. uma bomba-relógio prestes a explodir no alvo, meu cérebro. e tenho que vomitá-la. palavras jorrantes, que saem de mim e sujam o pedaço de papel. não quero mais isso no meu corpo. veneno sem antídoto. maldita hora em que a encontrei, ou foi ela que me encontrou? já não sei, ela é traiçoeira. atrai, seduz... envolve em sua teia e enlouquece e mata. mas não há como escapar, a paixão é instantânea. começa com receio, aquele olhar desconfiado para a estante, olhar de quem se pergunta que tesouro há escondido no calhamaço de folhas à frente... o receio é transformado em ousadia, afinal, o que pode haver de tão perigoso num amontoado de palavras? a ousadia se transforma em coragem, e aí... aí não há como voltar atrás, você já foi pego. e então a volúpia e até uma espécie de luxúria competem com a razão enquanto você mergulha cada vez mais profundamente nas palavras, que se juntam em linhas para parecerem comuns, banais... ledo engano. nada mais é banal dali por diante. exatamente nada. e até o nada.
e só resta a loucura e lispector continua me enlouquecendo e preciso alimentar essa loucura, dia após dia, noite após noite, uma fome insaciável desse alimento, que me causa indigestão, e vomito mais uma vez as palavras num pedaço de papel. exatamente como agora.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

reiterando...

...existe essa coisa simples, antiga e quase esquecida pela possibilidade infinita de se distrair com as mentiras modernas do mundo. existe o amor, mas onde ele foi parar depois de tudo isso? eu não tenho um portão para te esperar, como minha avó um dia esperou pelo meu avô e eles ficaram juntos por 70 anos. talvez eu também seja engolida por esse mundo que cria tantas facilidades para a gente não sofrer. tenho medo de que tudo seja uma mentira e de verdade sinto que é, mas ainda acordo feliz todos os dias esperando que ao menos você seja verdade.

[tati bernardi- eu só queria um namorinho de portão]

amo você com toda a pieguisse que um amor pode comportar e com todo o sentimento que reside nessa mesma pieguisse.
by anne.

há flores que nascem entre pedras.




acho que sou... como diria lispector “um sabido ignorante, um sábio ingênuo, um sonso honesto, um pensativo distraído...”
não quero a facilidade das coisas bem resolvidas, quero mais é me perder no âmago da ignorância... e ser chamada de boba, de atrasada, de romântica. os mais modernos que me desculpem, mas nesse quesito, do amor, ainda vivo no século XIX. serenatas na sacada, flores sem motivo, poemas e canções à amada... atos dignos de romance shakespeariano.
sim, eu sou uma “boba romântica” e me orgulho disso.